Guerra psicológica

Guerra psicológica (PSYWAR), ou os aspectos básicos das modernas operações psicológicas (PSYOPs), tem sido conhecida por muitos outros nomes ou termos, incluindo Operações de Apoio à Informação Militar, guerra política, "conquistar corações e mentes" e propaganda.[1][2] O termo é usado "para denotar qualquer ação que seja praticada principalmente por métodos psicológicos com o objetivo de evocar uma reação psicológica planejada em outras pessoas".[3]
São utilizadas diversas técnicas, com o objetivo de influenciar o sistema de valores, o sistema de crenças, as emoções, os motivos, o raciocínio ou o comportamento de um público-alvo. São usadas para induzir confissões ou reforçar atitudes e comportamentos favoráveis aos objetivos do autor, e por vezes são combinadas com operações secretas ou táticas de falsa bandeira. Também são usadas para destruir o moral dos inimigos através de táticas que visam deprimir o estado psicológico das tropas.[4][5]
O público-alvo pode ser governos, organizações, grupos e indivíduos, e não se limita apenas a soldados. Civis de territórios estrangeiros também podem ser visados pela tecnologia e pelos meios de comunicação, de modo a causar um efeito no governo do seu país.[6]
Diz-se que as histórias são um fator chave para o sucesso de uma operação.[7] A comunicação de massa, como o rádio, permite a comunicação direta com a população inimiga e, portanto, tem sido usada em muitos esforços. Os canais de mídia social e a internet permitem campanhas de desinformação e informações falsas realizadas por agentes em qualquer lugar do mundo.[8]
Definição por Países
[editar | editar código]Brasil
[editar | editar código]Em 2004, o Exército Brasileiro definiu guerra psicológica (ou Op Psico) como "procedimentos técnicos especializados, operacionalizados de forma sistemática, para apoiar a conquista de objetivos políticos e/ou militares, desenvolvidos antes, durante e após o emprego da Força, visando a motivar públicos-alvo amigos, neutros e hostis a atingir comportamentos desejáveis.[9]
Venezuela
[editar | editar código]O Exército da Venezuela define "guerra psicológica" (ou opsic) como: o emprego planejado,[10] em tempo de paz ou de guerra, de atividades de propaganda, e outras atividades com o objetivo principal de influenciar as opiniões, emoções, comportamento de grupos inimigos, neutros ou amigos, a fim de apoiar a implementação da doutrina ou objetivo nacional ou regional proposto.
Espanha
[editar | editar código]O Exército da Espanha define "guerra psicológica" (ou "PSYOPS") como: "destinam-se a modificar o comportamento de uma parte da população previamente escolhido, influenciando suas percepções e atitudes".[11]
Argentina
[editar | editar código]O Exército Argentino define "operação psicológica" (ou "OS") como: "é o emprego planejado de Ações psicológicas (AS), para influenciar o comportamento e atitudes, para favorecer ou prejudicar determinado público".[12]
História
[editar | editar código]Guerra Civil Espanhola
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Após o início da Guerra Civil Espanhola, o general nacionalista Queipo de Llano começou a realizar transmissões para ser ouvido pelos militares na zona republicana. Alto-falantes diziam: "Soldados vermelhos, abandonem suas armas recebam o perdão de Franco e se redimam. Sigam o exemplo de seus companheiros que se juntaram às nossas fileiras. Só então vocês vão conseguir a vitória, a felicidade em casa, e paz em seu coração... ".
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Forces.gc.ca». Journal.forces.gc.ca. Consultado em 18 de maio de 2011
- ↑ Cowan, David; Cook, Chaveso (Março de 2018). «What's in a Name? Psychological Operations versus Military Information Support Operations and an Analysis of Organizational Change» (PDF). Military Review
- ↑ Szunyogh, Béla (1955). Psychological warfare; an introduction to ideological propaganda and the techniques of psychological warfare. Estados Unidos: William-Frederick Press. p. 13. Consultado em 11 de fevereiro de 2015
- ↑ Chekinov, S. C.; Bogdanov, S. A. «The Nature and Content of a New-Generation War» (PDF). Estados Unidos: Military Thought. Military Theory Monthly = Voennaya Mysl: 16. ISSN 0869-5636. Consultado em 11 de fevereiro de 2015. Arquivado do original (PDF) em 20 de fevereiro de 2015
- ↑ Doob, Leonard W. "The Strategies Of Psychological Warfare." Public Opinion Quarterly 13.4 (1949): 635–644. SocINDEX with Full Text. Web. 20 de fevereiro de 2015.
- ↑ Wall, Tyler (Setembro de 2010). U.S Psychological Warfare and Civilian Targeting. Estados Unidos: Vanderbilt University. p. 289. Consultado em 11 de fevereiro de 2015
- ↑ Newitz, Annalee (2024). Stories are Weapons: Psychological Warfare the American Mind. [S.l.]: W.W. Norton. ISBN 978-0-393-88151-6
- ↑ Kirdemir, Baris (2019). Hostile Influence and Emerging Cognitive Threats in Cyberspace (Relatório). Centre for Economics and Foreign Policy Studies. JSTOR resrep21052
- ↑ MOTA, Eugênio Pacelli. As Operações Psicológicas no desenvolvimento de uma mentalidade de defesa. Rio de Janeiro : ESG, 2013, p. 17.
- ↑ (em castelhano) Manual de operaciones psicologicas del Ejército. Universidad Experimental Politécnica de la Fuerza Armada. Caracas, 2006.
- ↑ (em castelhano) Gobierno de España. Ministerio de Defensa. Unidad de Operaciones Psicológicas
- ↑ (em castelhano) Ejército Argentino. Operaciones Sicológicas.
- ↑ «Junkers Ju 87 "Stuka"». Luftwaffe39-45. Consultado em 20 de junho de 2020
Bibliografia
[editar | editar código]- Abner, Alan K. Psywarriors : psychological warfare during the Korean War (1951) online
- Holzmann, Ashley F. "Artists of War: A History of United States Propaganda, Psychological Warfare, Psychological Operations and a Proposal for Its Ever-Changing Future." US Army Command and General Staff College, 2020) online
- Linebarger, Paul M. A. Psychological Warfare: International Propaganda and Communications. ISBN 0-405-04755-X (1948). Revised second edition, Duell, Sloan and Pearce (1954).
- Pease, Stephen E. Psywar : psychological warfare in Korea, 1950-1953 (1992) online
- Roberts III, Mervyn Edwin. The Psychological War for Vietnam, 1960–1968 (2018)
- Roetter, Charles. The art of psychological warfare, 1914-1945 (1974) online
- Simpson, Christopher. Science of Coercion: Communication Research & Psychological Warfare, 1945–1960 (1994) online
- Song, Tae Eun. "Information/Psychological Warfare in the Russia-Ukraine War: Overview and Implications." IFANS FOCUS 2022.9 (May 2022): 1-4. online Arquivado em 2023-06-21 no Wayback Machine
- Voloshin, Nikolay, and Leyla Garaybeli. "Putin's Psychological Warfare in Ukraine and Syria" Insights of Pakistan, Iran and the Caucasus Studies 2.3 (2023): 50-54. online
- Lüdke, Tilman (17 dezembro 2018). «Jihad, Holy War (Ottoman Empire)». International Encyclopedia of the First World War (WW1). Consultado em 11 novembro 2025
Ligações externas
[editar | editar código]- Guerra psicológica no Projeto Gutenberg
- «IWS Psychological Operations (PsyOps) / Influence Operations». Arquivado em 2010-12-08 no Wayback Machine
- "Pentagon psychological warfare operation", USA Today, 15 December 2005.
- "U.S. Adapts Cold-War Idea to Fight Terrorists", New York Times, 18 March 2008.
- «IWS — The Information Warfare Site». Arquivado em 2010-12-08 no Wayback Machine
- U.S. — PSYOP producing mid-eastern kids comic book
- The Institute of Heraldry — Psychological Operations
- The Nature of Psychological Warfare (CIA 1958)Original

